Autenticidade e Transparência na Rede.
https://drive.google.com/file/d/1VwDv1lfhVEsSfSOlvDN3gsR8BH0CEHoD/view?usp=sharing
Autenticidade e Transparência na Rede
Paul Virilio desenvolve uma leitura marcado para uma crítica, aquilo que ele
denomina dromologia. Para o autor, aceleração digital intensificar risco sociais, culturais e
políticos, sobretudo por gerar a compreensão do tempo e do espaço, a automatização das
decisões e a fragilização da experiência humana. Com tudo, pesado seu diagnóstico severo,
Virilio preserva um otimismo moderado. Ele considera que a tecnologia, se orienta por
princípios éticos, pode abrir novas possibilidades criativas e reforçar dimensões humanas
ainda relevantes. A inovação técnica, para ele, não é necessariamente destrutiva, torna se
perigosa apenas quando se automiza e escapa da regulação humana. Assim Virilio defende
que ainda é possível reconduzir o digital a fins humanista.
Jean Baudrillard, e contraposição, formula uma análise muito mais radical. Para ele,
tecnologia e especial a mídia, a imagem e o sistema simbólicos s, produz um processo
irreversível de deslocamento do real, substituindo por simulacros, isto é, representações que
não remetem mais a nenhuma referência concreta. O mundo digital mergulha a sociedade
na hiper-realidade, um regime no qual o signo vale mais do que experiência, o virtual toma
o lugar do vivido e toda autenticidade se dissolve em superfície e aparências.
Diferente de Virilio, Baldrillard não vê possibilidade de retorno, a sociedade está
estruturalmente aprisionada nesse universo de simulações que em multiplicam sem cessar.
Nesse sentido pode se afirmar que Virilio acredita na reorientação ética da
tecnologia, Baldrillard sustenta que a próprio Idea de (real) foi superada pela lógica do
simulacro. Ambos reconhecem o perigo digital, mas apenas Virilio vislumbra uma margem
para resistência e reconfiguração.
Baudrillard encontra partida, compreende a tecnologia como vetor de um processo
irreversível que dissolve experiência humana autêntica.
Então nos perguntamos ?
A transformação tecnológica digital está a alterar a nossa percepção do que é
autenticidade é transparência?
Sim de forma profunda, as tecnologias digitais criam novos modos de presença, onde a
comunicação é imediata, filtrada em muitas vezes medida por algoritmos. Isso altera nossa
noção de autenticidade, porque já não dependemos apenas da interação face a fáce, mas de
representações digitais que muitas vezes são editadas a aceleradas ou moldadas para
agradar.
Ao mesmo tempo, transparência torna - se ambígua; partilhamos mais dados que nunca,
mas nem sempre sabemos como são usados ou interpretados. Assim, autenticidade deixa de
ser apenas( ser verdadeiro),e passa a ser também, (coerente no espaço mediado por
tecnologia).
Como isso afeta as relações confiança entre do cidadãos e comunidades?
Essa mudança influencia diretamente confiança tanto para o fortalece- la quanto para
fragiliza la
Fortalece, porque a tecnologia aproxima pessoas antes distantes , permite comunidade de
apoio, e crie espaço onde podemos partilhar a vulnerabilidade com segurança cuidado. A
presença digital pode ser real e humana quando existe etenção genuína.
Fragiliza, porque a mediação tecnológica pode gerar ilusões, mal - entendidos e uma
sensação que estamos sempre a comunicar através de versões e nós mesmos.
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