A Noção de Cibercultura, tal como defendida por Pierre Lévy
Vivemos no tempo em que é tudo acontece muito depressa. A internet está por toda a parte e faz parte da nossa vida diária: no trabalho, nos estudos e nas relações pessoais.
Filósofo Pierre Levy, no seu livro Cibercultura
(1999), chama esse fenómeno de Cibercultura, ou seja, ou conjunto de práticas valores
e formas de vida que surgem e se desenvolvem a partir da tecnologia e do uso do
ciberespaço.
Segundo Levy, Cibercultura
não é apenas tecnologia. Mas do que isso, representa uma nova forma de viver,
pensar, aprender e com viver. Com a internet, o conhecimento deixou de estar
guardado apenas em livro ou grandes instituições. Hoje qualquer pessoa pode
partilhar ideias, criar conteúdo e aprender com os outros.
É isso que Levy chama de
inteligência coletiva: ninguém sabe tudo, mas todos nós sabemos alguma coisa:
junto sabemos muito mais.
No entanto, o autor
também faz um alerta importante. Ele chama de (dilúvio e informativo) ou enorme
volume de dados que circula na internet. Nem tudo nem toda a informação tem
valor, ou verdade. Por isso, Levi lembra que cada pessoa deve desenvolver
responsabilidade crítica para saber selecionar interpretar e preservar aquilo
que realmente essencial para cultura humana .
Alguns exemplos de Cibercultura
presente em nosso dia a dia são.
A Wikipédia, onde pessoas
do mundo inteiro colabora na construção de conhecimento livre.
A rede social, que
permitem comunicar e partilhar ideias de forma rápida global.
Os projetos de código aberto, em que os
programadores vários países trabalham juntos de forma voluntária para criar softwares.
?
No seu livro, Pierre
deixa nas várias questões importantes para refletir:
O que é o que a internet
está a fazer a nossa cultura ?
Quem é responsável por preservar
essencialmente essencia da cultura humana?
A internet está a aproximar-nos ou afastar nos
uns outros?
Enfim Levy mostra que a Cibercultura
é uma nova forma de viver e pensar em conjunto e ela pode aproximar pessoas
através da partilha de conhecimento e da inteligência coletiva, mas também pode
gerar confusão desinformação e excesso de estímulo.
Por isso, o autor deixa um grande
desafio, usar a tecnologias de forma consciente,
responsável humana. Ele não oferece
respostas prontas oferece pergunta que nos convida pensar e precisamente aí está
o verdadeiro valor do livro Considero pessoalmente o livro atemporal embora
seja de 1999 ele está tão presente no século
XXI na atualidade em 2025.
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